No nosso lado direito não encontramos nenhum espaço para estacionarmos e tivemos que ficar ao lado de um carro e consequentemente um “pouquinho” no meio da estrada. Para o nosso espanto, vimos no retrovisor que um polícia de trânsito se aproximava. Observei para o nosso lado direito e o carro que estava lá tinha acabado de sair e com isso, ficamos literalmente estacionados no meio da estrada. Pensei, o condutor tá tramado! Mas para o meu espanto, o policia veio falar comigo no lado que normalmente encontramos o condutor, com um ar estúpido e arrogante, pensando que eu fosse o condutor e disse-me:
- “O Senhor sabe que não se deve estacionar um carro no meio da rua?”
E eu sabendo que ele vinha com estupidez aproveitei para deixa-lo esticar e cair ainda mais, respondi:
- “ Eu sei sim senhor”.
- E ainda assim é que responde? O senhor deve tirar este carro daqui o mais rápido possível.
- Não posso.
- Não pode porquê, tá a brincar ou quê?
- “Simples. Eu não posso, porque eu não sou o condutor. O condutor é aquele senhor que se encontra no lado direito. O carro é inglês.”
Naquela hora, a cara dele fez como nos desenhos animados, chocado. E ele, para não ficar por baixo, vendo a trapalhada que tinha feito, veio com mais estupidez ainda, respondeu:
-“Mesmo assim. “Bocê trame esse corre deli e pronto.”
Moral da história:
1- Nem todos os carros em Cabo Verde têm leme (volante) no lado esquerdo.
2- Nem sempre quem está no lado esquerdo é condutor.
3- Um pouquinho mais de respeito na hora de abordar alguém num carro ou simplesmente perguntar quem é o condutor, pode resolver muita coisa.
É certo que nem todos os polícias tratam as pessoas com estupidez, mas estamos com muitos agentes de “autoridade” que precisam de uma reciclagem na forma de abordar as pessoas.
Mais educação Precisa-se!
(César Fortes - 30/09/2017)

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